"Os discípulos João e Pedro correndo ao Santo Sepulcro"

Discípulos João e Pedro - Eugene Burnand (pintor suíço)

É manhã de domingo muito cedo. Os discípulos João e Pedro correm apressados ao Santo Sepulcro: Maria Madalena lhes falou que viu o Mestre vivo, e os dois homens estão correndo à tumba.

Pedro havia negado Jesus por três vezes na noite da morte de Jesus. Os olhos de Pedro revelam o coração dele, os olhos que são a janela da alma. " É verdade ?" ele se pergunta. Ele "está vivo? Isto Ele é o que nos falou, mas como pode ser? Ele me Perdoará?" a túnica de Pedro é preta, representando a dúvida e negação de tudo em nós. As mãos dele mostram os sinais de anos de labuta e trabalho duro como um pescador (agora será pescador de homens). A mão direita dele está em cima do coração que contém a esperança que
ele tem de que o que Jesus disse é verdade. Pedro conduzirá a Igreja.


João, o discípulo amado, o favorito do Mestre está seguro do que ouviu. Ele é vestido em branco que representa a pura fé dele, enquanto nunca questionando, sempre acreditando. Ele se lembra do sofrimento que testemunhou, dos assuntos eternos que Jesus lhe ensinou, e sabe que é verdade: Ele subiu! O amor dele para o Mestre é grande, e as mãos dele são apertadas em expectativa, esperançoso, grato, pronto a abraçar o Deus dele.

João corre à frente de Pedro pois está seguro na fé
e a alegria expectante no coração faz com que apresse o passo.


(http://www.christcenteredmall.com/stores/art/burnand/les-disciples.htm)

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O homem busca a felicidade

Em cada movimento humano, na raiz de cada ação (até mesmo nos momentos em que pratica algum mal a outra pessoa ou a si mesmo), está um desejo infinito de realização, de felicidade. Para que se realize o desejo de felicidade do coração do homem, é necessária uma "educação ao humano", onde nada da realidade é desprezado, mas todos os fatores da realidade são considerados - consequentemente acontece uma "abertura do coração". Neste percurso é fundamental a valorização da cultura, onde é resgatada toda a herança, toda a memória da pessoa, dos antepassados, etc... enfim, para se compreender melhor o presente, e a pessoa exercer o papel de protagonista na vida, é importantíssima a compreensão do passado. Conhecendo o próprio passado, a pessoa se situa na vida, estabelecendo uma conexão consciente com o presente, lançando, hoje, as sementes que irão produzir o futuro. O coração humano não se satisfaz com uma resposta parcial (o coração quer sempre mais - nunca está saciado - foi assim que Deus o criou). De alguma forma, o sistema se aproveita desta sede de infinito do coração do homem, apresentando como resposta a este desejo INFINITO de felicidade, as mais modernas invenções de consumo - uma resposta finita, limitada (muita coisa passa a ser descartável, até mesmo, alguns relacionamentos) - assim a pessoa se lança freneticamente no consumo de tudo que o mundo possa oferecer, mas o coração sempre está inquieto... Grande ilusão é a aposta de que alguma ideologia, possa responder a este desejo. Interessante que cada sistema se auto apresenta como aquele infalível, o mais justo, menos excludente... mas cada um é apresentado como a resposta definitiva aos problemas da humanidade - inclusive, muitos esquecem, negligenciam o fator decisivo e mais importante na existência do homem: desconsideram a existência de Deus, do Amor (O essencial) - O homem é tratado de uma forma técnica, apenas como um detalhe, mas busca-se preservar o capital, o sistema... Somente Deus é a resposta definiva ao desejo infinito de felicidade do homem (não significa sair da realidade e ser rapatado por serafis, fugindo do drama concreto do dia-à-dia), mas, significa "aderir ao Ser", isto é, aderir àquele que o criou com esta fome infinita de beleza, de significado, de plenitude, de verdade, de justiça... Cada pessoa é uma pequena fagulha, pequena partícula, cuja origem e destino é o próprio Deus. Quando se vive uma comunhão com Deus, vive-se melhor, não porque Deus tira o sofrimento, mas, porque vive-se o significado de cada coisa, e a pessoa encontra elementos que a ajudam no drama concreto da vida - até mesmo os relacionamentos ganham mais consistência, com a consciência de que tudo tem sentido, nada é por acaso. Na história da humanidade aconteceu um fato que marcou definitivamente a relação do homem com este desejo infinito de felicidade: a própria felicidade, a própria beleza veio ao encontro do homem. Há dois mil anos nasceu Jesus Cristo - o próprio Deus veio ao encontro do homem, do coração do homem, do desejo infinito de felicidade do homem. O Natal é o amor de Cristo pelo homem. Os esportes radicais e que liberam muita adrenalina, proporcionam grande sensação de liberdade, ajudam a pessoa a experimentar sensações as mais variadas - existe mesmo um grande desejo de superação dos limites, de correr grandes riscos... entretanto, posso assegurar, que todas as sensações mais prazerosas que podemos experimentar (saltar de paraquedas, "puxar uma paia", deslizar de caiaque em grandes correntezas rio abaixo, mergulho no fundo do mar, namorar a mulher mais bonita, viagens interplanetárias... enfim, experimentar as mais exóticas e gostosas sensações), são infinitamente incomparáveis à beleza e felicidade que experimentamos através da comunhão com Deus, o próprio criador de tudo que existe: dos penhascos que saltamos de "bungee jumping", etc. - mas, fundamentalmente, Deus é o criador do próprio homem, do coração humano, do desejo do coração do homem... e somente Ele pode responder completamente ao desejo infinito do coração humano.