"Os discípulos João e Pedro correndo ao Santo Sepulcro"

Discípulos João e Pedro - Eugene Burnand (pintor suíço)

É manhã de domingo muito cedo. Os discípulos João e Pedro correm apressados ao Santo Sepulcro: Maria Madalena lhes falou que viu o Mestre vivo, e os dois homens estão correndo à tumba.

Pedro havia negado Jesus por três vezes na noite da morte de Jesus. Os olhos de Pedro revelam o coração dele, os olhos que são a janela da alma. " É verdade ?" ele se pergunta. Ele "está vivo? Isto Ele é o que nos falou, mas como pode ser? Ele me Perdoará?" a túnica de Pedro é preta, representando a dúvida e negação de tudo em nós. As mãos dele mostram os sinais de anos de labuta e trabalho duro como um pescador (agora será pescador de homens). A mão direita dele está em cima do coração que contém a esperança que
ele tem de que o que Jesus disse é verdade. Pedro conduzirá a Igreja.


João, o discípulo amado, o favorito do Mestre está seguro do que ouviu. Ele é vestido em branco que representa a pura fé dele, enquanto nunca questionando, sempre acreditando. Ele se lembra do sofrimento que testemunhou, dos assuntos eternos que Jesus lhe ensinou, e sabe que é verdade: Ele subiu! O amor dele para o Mestre é grande, e as mãos dele são apertadas em expectativa, esperançoso, grato, pronto a abraçar o Deus dele.

João corre à frente de Pedro pois está seguro na fé
e a alegria expectante no coração faz com que apresse o passo.


(http://www.christcenteredmall.com/stores/art/burnand/les-disciples.htm)

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terça-feira, 27 de novembro de 2007

Meu Deus (O Estado de São Paulo)

Notícias escondidas na grande mídia IV
"As loiras se divertem mais", dizia um slogan publicitário, acho que de tintura para cabelos, anos atrás. Não sei se loiras naturais ou artificiais se divertem mesmo mais, sei que os céticos se divertem menos. Ser um cético na vida significa renunciar a tudo que maravilha e consola os que acreditam.
Na falta de argumentos racionais para o "anti-racionalismo" (ou seja, o "eu" religioso; nde) se pode dizer que o ateísmo não oferece nada parecido, em drama e beleza, como o grande circo místico das crenças e das narrativas religiosas, que além de encantarem ainda prometem a salvação - e não vamos nem falar no teto da Capela Sistina, que nenhum ateu faria igual. O ateísmo é aborrecido como um mundo sem loiras.
(Veríssimo, 20.set.2007 - in passos nº88)

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