"Os discípulos João e Pedro correndo ao Santo Sepulcro"

Discípulos João e Pedro - Eugene Burnand (pintor suíço)

É manhã de domingo muito cedo. Os discípulos João e Pedro correm apressados ao Santo Sepulcro: Maria Madalena lhes falou que viu o Mestre vivo, e os dois homens estão correndo à tumba.

Pedro havia negado Jesus por três vezes na noite da morte de Jesus. Os olhos de Pedro revelam o coração dele, os olhos que são a janela da alma. " É verdade ?" ele se pergunta. Ele "está vivo? Isto Ele é o que nos falou, mas como pode ser? Ele me Perdoará?" a túnica de Pedro é preta, representando a dúvida e negação de tudo em nós. As mãos dele mostram os sinais de anos de labuta e trabalho duro como um pescador (agora será pescador de homens). A mão direita dele está em cima do coração que contém a esperança que
ele tem de que o que Jesus disse é verdade. Pedro conduzirá a Igreja.


João, o discípulo amado, o favorito do Mestre está seguro do que ouviu. Ele é vestido em branco que representa a pura fé dele, enquanto nunca questionando, sempre acreditando. Ele se lembra do sofrimento que testemunhou, dos assuntos eternos que Jesus lhe ensinou, e sabe que é verdade: Ele subiu! O amor dele para o Mestre é grande, e as mãos dele são apertadas em expectativa, esperançoso, grato, pronto a abraçar o Deus dele.

João corre à frente de Pedro pois está seguro na fé
e a alegria expectante no coração faz com que apresse o passo.


(http://www.christcenteredmall.com/stores/art/burnand/les-disciples.htm)

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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A familiaridade com Cristo dentro das coisas cotidianas

Uma provocação à vida
Por ocasião de uma reunião nacional dos professores de Comunhão e Libertação, em Viterbo, agosto de 1977, Dom Giussani fez uma palestra ainda hoje atual, tendo em vista a retomada de um movimento educacional na escola. A seguir, um trecho.
O verdadeiro recomeço deve renovar-se todos os dias: esta é a nossa genialidade, a nossa força. O início é uma presença que se impõe. O início é uma provocação, mas não ao "cérebro"... O início verdadeiro é uma provocação à nossa vida; aquilo que não é uma provocação à vida faz -nos perder tempo, energia e nos impede de experimentar a verdadeira alegria (...)
Se a educação é o comunicar-se de um modo de viver a realidade, este modo se torna uma proposta de hipótese explicativa da realidade. A hipótese, portanto, não é um discurso, mas a pessoa adulta que vive, ainda que, exatamente porque vive, discurse.
A palavra hipótese quer sublinhar que a presença, a comunicação do adulto, é um risco na medida em que está envolvida com a liberdade do jovem, e a liberdade é a capacidade de confrontar-se com o destino através das coisas, de aderir ao ser através das contingências. A ação educacional é arriscada porque é abandonada a uma liberdade frágil; e aqui se entende o limite de própria pessoa e a insondabilidade do mistério do outro.
Essas perecpções alimentam uma humildade que não enfraquece em nada o entusiasmo, que não coloca minimamente em questão a paixão, mas que torna tal entusiasmo e tal paixão verdadeira proposta e não tentativa de cativar o outro. (Revista Passos nº 87 - outubro, 2007)

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