Uma provocação à vida
Por ocasião de uma reunião nacional dos professores de Comunhão e Libertação, em Viterbo, agosto de 1977, Dom Giussani fez uma palestra ainda hoje atual, tendo em vista a retomada de um movimento educacional na escola. A seguir, um trecho.
O verdadeiro recomeço deve renovar-se todos os dias: esta é a nossa genialidade, a nossa força. O início é uma presença que se impõe. O início é uma provocação, mas não ao "cérebro"... O início verdadeiro é uma provocação à nossa vida; aquilo que não é uma provocação à vida faz -nos perder tempo, energia e nos impede de experimentar a verdadeira alegria (...)
Se a educação é o comunicar-se de um modo de viver a realidade, este modo se torna uma proposta de hipótese explicativa da realidade. A hipótese, portanto, não é um discurso, mas a pessoa adulta que vive, ainda que, exatamente porque vive, discurse.
A palavra hipótese quer sublinhar que a presença, a comunicação do adulto, é um risco na medida em que está envolvida com a liberdade do jovem, e a liberdade é a capacidade de confrontar-se com o destino através das coisas, de aderir ao ser através das contingências. A ação educacional é arriscada porque é abandonada a uma liberdade frágil; e aqui se entende o limite de própria pessoa e a insondabilidade do mistério do outro.
Essas perecpções alimentam uma humildade que não enfraquece em nada o entusiasmo, que não coloca minimamente em questão a paixão, mas que torna tal entusiasmo e tal paixão verdadeira proposta e não tentativa de cativar o outro. (Revista Passos nº 87 - outubro, 2007)

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