"Os discípulos João e Pedro correndo ao Santo Sepulcro"

Discípulos João e Pedro - Eugene Burnand (pintor suíço)

É manhã de domingo muito cedo. Os discípulos João e Pedro correm apressados ao Santo Sepulcro: Maria Madalena lhes falou que viu o Mestre vivo, e os dois homens estão correndo à tumba.

Pedro havia negado Jesus por três vezes na noite da morte de Jesus. Os olhos de Pedro revelam o coração dele, os olhos que são a janela da alma. " É verdade ?" ele se pergunta. Ele "está vivo? Isto Ele é o que nos falou, mas como pode ser? Ele me Perdoará?" a túnica de Pedro é preta, representando a dúvida e negação de tudo em nós. As mãos dele mostram os sinais de anos de labuta e trabalho duro como um pescador (agora será pescador de homens). A mão direita dele está em cima do coração que contém a esperança que
ele tem de que o que Jesus disse é verdade. Pedro conduzirá a Igreja.


João, o discípulo amado, o favorito do Mestre está seguro do que ouviu. Ele é vestido em branco que representa a pura fé dele, enquanto nunca questionando, sempre acreditando. Ele se lembra do sofrimento que testemunhou, dos assuntos eternos que Jesus lhe ensinou, e sabe que é verdade: Ele subiu! O amor dele para o Mestre é grande, e as mãos dele são apertadas em expectativa, esperançoso, grato, pronto a abraçar o Deus dele.

João corre à frente de Pedro pois está seguro na fé
e a alegria expectante no coração faz com que apresse o passo.


(http://www.christcenteredmall.com/stores/art/burnand/les-disciples.htm)

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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Um olhar escancarado à Realidade

A postura adequada de cada pessoa diante da realidade deveria ser como de uma criança pequena que se encanta com as coisas que vai conhecendo, que vai descobrindo... com o mundo que faz parte de sua realidade e com sua realidade que é uma parte constituinte deste grande mundo. Olhar de curiosidade, olhar sempre escancarado... os olhos arregalados, fascinados pela beleza daquilo que encontra (as pessoas, animais, plantas e as coisas que existem – materiais e os fenômenos físicos, químicos e biológicos – a natureza, animais, etc – o pôr-do-sol... até mesmo as coisas que o homem cria e transforma, desde um simples lápis ao mais moderno protótipo de inovação tecnológica que existe) O problema é que nos acostumamos com os milagres, com as coisas que existem e que Deus criou. Imagine qual seria a postura de espanto e admiração para a hipótese de alguém que viesse ao mundo com 20 anos de idade (idade cronológica compatível com idade emocional, psicológica, moral e espiritual). A primeira reação de uma pessoa nestas circunstâncias seria de total admiração e MARAVILHAMENTO. De CONTEMPLAÇÃO. Inevitavelmente, esta pessoa, deveria se levar à sério e levar à sério as coisas existentes, mas, principalmente, se daria conta de que Alguém criou as coisas. Maior encantamento, ao perceber que tudo foi criado para o próprio homem. A própria dinâmica natural das coisas que existem é totalmente adequada ao homem. A conseqüência seria uma maior abertura a se relacionar com o próprio Deus, uma abertura para consigo mesmo, uma disponibilidade para se relacionar adequadamente com as outras pessoas e com as coisas existentes.

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