"Os discípulos João e Pedro correndo ao Santo Sepulcro"

Discípulos João e Pedro - Eugene Burnand (pintor suíço)

É manhã de domingo muito cedo. Os discípulos João e Pedro correm apressados ao Santo Sepulcro: Maria Madalena lhes falou que viu o Mestre vivo, e os dois homens estão correndo à tumba.

Pedro havia negado Jesus por três vezes na noite da morte de Jesus. Os olhos de Pedro revelam o coração dele, os olhos que são a janela da alma. " É verdade ?" ele se pergunta. Ele "está vivo? Isto Ele é o que nos falou, mas como pode ser? Ele me Perdoará?" a túnica de Pedro é preta, representando a dúvida e negação de tudo em nós. As mãos dele mostram os sinais de anos de labuta e trabalho duro como um pescador (agora será pescador de homens). A mão direita dele está em cima do coração que contém a esperança que
ele tem de que o que Jesus disse é verdade. Pedro conduzirá a Igreja.


João, o discípulo amado, o favorito do Mestre está seguro do que ouviu. Ele é vestido em branco que representa a pura fé dele, enquanto nunca questionando, sempre acreditando. Ele se lembra do sofrimento que testemunhou, dos assuntos eternos que Jesus lhe ensinou, e sabe que é verdade: Ele subiu! O amor dele para o Mestre é grande, e as mãos dele são apertadas em expectativa, esperançoso, grato, pronto a abraçar o Deus dele.

João corre à frente de Pedro pois está seguro na fé
e a alegria expectante no coração faz com que apresse o passo.


(http://www.christcenteredmall.com/stores/art/burnand/les-disciples.htm)

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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Natal - Luigi Giussani

http://www.avvenimenti.org/filmati/filmato_015.htm "Por que Jesus vem? Como o homem de hoje pode posicionar-se diante desta notícia? E o Natal, o que é? Natal é o amor de Cristo pelo homem. O novo Ser entra no mundo. O Ser novo como antes não havia, nessa novidade de seu comunicar-se aos homens. Um Ser novo entra no mundo, o mundo do Deus verdadeiro. Um Ser novo no conjunto do que se vê no mundo, brotou naquele lugar. Tudo foi feito por Ele, ma aqui predomina a novidade de uma vida. Uma nova criatura vence a antiga. A antiga criação opõe-se à nova, mas com o Natal o calor retorna ao mundo, e tudo ressoa com eco ao apelo divino, ao Mistério que existe. O impossível, isto é, o Mistério, não é merecido pelo homem. Entretanto, aqui acontece um foco, uma afeição que envolve, um calor que predomina no imenso cenário do mundo, no espaço eterno. Aqui é o presságio de uma coisa nova que afervora, e tende a fazer tudo tornar-se concreto. E propriamente por isto suscita uma grande devoção. Como graça divina, no tempo determinado, o Filho de Deus se fez uma criança na história humana, apropriou-se de padrões e fórmulas de uma existência. Na lembrança e na memória daquele Fato, o testemunho do Filho de Deus emerge sempre mais forte e a impotência do mal se torna a figura dominante de toda a história. E o povo de Javé surge para atirar-se ao mundo. Assim, para cada dia da vida, fica nas mãos do povo cristão a aposta do poder de Deus no tempo, e a oração de Nossa Senhora para que se realize em todas as suas circunstâncias." (Contribuição do padre Luigi Giussani para o jornal italiano TG2, do Canal Rai, de 24 de dezembro, 2004)

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